Paraíso com prazo de validade

Paraíso com prazo de validade Arrendada por cinco anos, esta deliciosa casa no litoral sul da Bahia promete deixar saudade. Mesmo que ainda restem três anos para o casal paulista desfrutar de um pedacinho de praia tão especial. Texto • Maria Helena Pugliesi Fotos
• Marcos Antônio Reportagem fotográfica
• Marjory Basano Foi por meio de uma amiga que mora em Trancoso, BA, que a designer gráfica paulista Gabriela soube em 2006 que uma linda casinha de pescador, na bela praia do Espelho, estava para ser arrendada por cinco anos. “Eu já conhecia as maravilhas naturais daquele lugar e a Joana (artista plástica Joana Vieira) falou tão bem do imóvel, que por impulso fechei o negócio por telefone”, lembra Gabriela. Pouco tempo depois, ela e o marido foram conhecer a propriedade. O terreno, com um belo jardim de espécies nativas e terminando na areia, era, sem dúvida, paradisíaco, mas a casa… “As paredes, o telhado e os pisos estavam bem ruins, além disso, era pequena demais para nós e nossos amigos. Enfim, precisava de uma boa reforma”, conta. O casal voltou para São Paulo e quem providenciou as obras foi a amiga Joana. Preservando as características caiçaras da construção, todos os acabamentos e madeiramento foram refeitos, criou-se um quarto a mais e um chalé anexo para os convidados. Os móveis foram encomendados a marceneiros locais e os adornos vieram sem exceção dos muitos ateliês das cidades vizinhas. “Sem poder abandonar meu trabalho, acompanhei tudo por e-mail. Recebia as fotos do andamento da reforma e os esboços das peças de mobiliário, dava alguns palpites e assim a casa ficou pronta. Na primeira oportunidade, lá fomos nós de mudança para nosso pedaço de paraíso. Meu marido, seus dois filhos gêmeos de 7 anos, nossa filhinha de 2 anos, a babá, e um mundo de coisas para abastecer as duas geladeiras e os armários.”

Na temporada de inauguração, Gabriela descobriu muito mais do que uma praia de águas calmas, areia plana e tranquilidade total. A paulista foi seduzida pelo jeito simples e amigável de viver da população do lugarejo. “Aqui todo mundo se conhece. Tem sempre alguém para ajudar na limpeza da casa ou no conserto de algum eletrodoméstico quebrado. Imagine, todas as manhãs passa gente vendendo peixes e hortaliças fresquinhos, sem falar nos deliciosos brigadeiros que uma quituteira de mãocheia oferece de porta em porta”, fala ela, encantada com os costumes de seus vizinhos baianos.

casa Arquitetura original
Apesar da reforma, a inquilina fez questão de preservar o visual caboclo da casa: telhado aparente, piso de cimento queimado com tinta preparada artesanalmente e paredes caiadas.

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