Um imóvel usado pode valer tanto quanto um novo.

Usado, mas impecável

 

Humberto Siqueira – Estado de Minas

Manutenção constante no imóvel, residencial ou comercial, ajuda a conservar e evita a desvalorização do bem

Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press
“Se a rua residencial deixou de ser tranquila por uma mudança no trânsito local, certamente vai acarretar numa desvalorização das moradias” – Ariano Cavalcanti de Paula, presidente da CMI e do Secovi-MG

Um imóvel usado pode valer tanto quanto um novo. A não ser que tenha sofrido depreciação por diversos fatores, que podem ser internos ou externos – ou os dois ao mesmo tempo -, como problemas na infraestrutura ou mesmo de localização. Alguns cuidados por parte do proprietário podem evitar a desvalorização do bem. O segredo, consensual por parte dos donos, está na prevenção.

Agir precavidamente evita que problemas ainda em estágio inicial possam se agravar e aumentar muito o custo dos reparos. “À medida que um prédio envelhece, é natural que ele se deprecie, mas a queda não precisa ser acentuada. Vejo muitos exemplos de moradores conscientes, que pagam constantemente uma conta para o fundo de reserva. Com esse dinheiro vão fazendo uma série de obras programadas, o que mantém o prédio bonito, atual e em bom funcionamento”, pondera o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG), Paulo Tavares.

Apartamentos muito antigos precisam passar por uma atualização. “Há muitas unidades com janelas de metalon, que enferrujam e apodrecem. É algo simples e barato de resolver. Os moradores podem fazer um fundo, negociar a compra de várias janelas novas de alumínio e trocá-las. Outro exemplo são os tubos galvanizados, que, com o tempo, oxidam e estouram, podendo deixar o apartamento inabitável. Uma obra planejada para trocá-los por PVC garantirá sossego aos moradores para sempre”, afirma.

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Fachada pode atrair ou afastar

Com a demanda por estacionamento cada vez maior, apartamentos antigos, com uma vaga só de garagem, também perdem força no mercado. Assim como edifícios que não têm elevadores, obrigando o morador a subir três, quatro andares de escada.

Fatores externos também podem causar uma depreciação do bem. Segundo o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI) e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG), Ariano Cavalcanti de Paula, a deterioração do ponto pode ocorrer por diferentes motivos. “Por exemplo, se a rua residencial deixou de ser tranquila por uma mudança no trânsito local, certamente vai acarretar numa desvalorização das moradias”, esclarece. Segundo Ariano, o fluxo intenso de veículos leva, além de ruídos, muita fuligem para dentro dos imóveis. E, em geral, traz dificuldade de estacionamento para a rua, outro fator de depreciação.

Muitos edifícios foram desvalorizados pela expansão da violência em favelas vizinhas. “Há casos no Rio de Janeiro de imóveis que perderam 80% de seu valor pelo risco de serem atingidos por balas perdidas”, revela o presidente.

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