Imóveis perdem valor no 1º semestre aponta FipeZap
Alta no preço do m² foi menor que a inflação no período
Belo Horizonte: alta de 7,71% nos 12 meses encerrados em junho de 2014; recorde foi de 28% em maio de 2011.
Os imóveis perderam valor real nos primeiros seis meses deste ano, aponta o FipeZap, calculado a partir de preços anunciados no site Zap. O índice Ampliado, que reúne dados de 16 cidades, subiu 3,49% de janeiro a junho de 2014, abaixo dos 3,68% da inflação esperados para o período. Em 2013, a alta superou a inflação.
As maiores quedas ocorreram em Curitiba (-0,84%), Brasília (-0,61%) e Porto Alegre (-0,11%), em que houve recuo do valor nominal. Ou seja, nesses locais os proprietários chegaram a diminuir os preços pedidos pelos imóveis que colocaram à venda (veja tabela abaixo).
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Os preços anunciados subiram menos que a inflação esperada para o semestre (3,68%) em nove das 16 cidades pesquisadas pelo FipeZap. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os dois maiores e mais caros mercados imobiliários do Brasil, os preços subiram mais que a inflação projetada – 4,41% e 4,13%, respectivamente.
| Cidade | Variação do preço do m² no 1º semestre de 2014 (em%) | Variação do preço do m² acumulada em 12 meses até junho/2014 (em%) |
| São Paulo | 4,41 | 12,26 |
| Rio de Janeiro | 4,13 | 12,52 |
| Belo Horizonte | 2,50 | 7,71 |
| Brasília | -0,61 | 2,82 |
| Salvador | 3,94 | 9,31 |
| Fortaleza | 5,83 | 13,32 |
| Recife | 3,86 | 11,03 |
| Porto Alegre | -0,11 | 7,54 |
| Curitiba | -0,84 | 19,12 |
| Florianópolils | 2,70 | 12,99 |
| Vitória | 5,66 | 14,90 |
| Vila Velha (ES) | 3,60 | 10,45 |
| Santo André (SP) | 2,50 | 8,97 |
| São Bernardo do Campo (SP) | 2,50 | 7,79 |
| São Cetano do Sul (SP) | 3,40 | 11,42 |
| Niterói (RJ) | 4,32 | 8,90 |
| Indice ampliado 16 cidades | 3,49 | 10,9 |
Em junho, a capital paulista superou Brasília e passou a ter o 2º metro quadrado mais valioso do País, com R$ 8.124, valor que está 7,8% acima da média das 16 cidades, que é de R$ 7.531 mil. O Rio de Janeiro continua na primeira posição, com R$ 10.648 (41% a mais que a média).
A possibilidade de que haja queda no valor nos imóveis em São Paulo ainda este ano, entretanto, já foi cogitada pelo setor. Em dezembro do ano passado, o vice-presidente de economia do Sinduscon-SP – o sindicato da construção civil de São Paulo –, Eduardo Zaidan, previu que o preço dos imóveis deixe de crescer mais que a inflação em 2015.
Aumento ainda é de dois dígitos no longo prazo
No acumulado de 12 meses encerrados em junho, o m² do conjunto das 16 cidades subiu 10,92%, ritmo superior ao da inflação esperada para o período.
Mesmo cidades que tiveram queda no valor real no primeiro semestre de 2014 acumulam altas de dois dígitos nesse prazo mais longo. São os casos de Curitiba, Florianópolis, Vila Velha e São Caetano do Sul (SP).
O aumento dos preços dos imóveis no Brasil, entretanto, vem desacelerando quase que initerruptamente desde meados de 2011, segundo o FipeZap. Em agosto daquele ano, o índice Composto Nacional – que monitora 7 cidades – registrava um aumento de 29,73% em 12 meses, quase o triplo dos 10,81% registrados no mês passado.
Fonte: economia.ig.com.br
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