Além do futuro centro de compras, localizado entre o Minas Shopping e a estação do metrô, a regional lista outros projetos ainda em fase de licenciamento, como a expansão do Minas Shopping e as construções do centro de convenções de Belo Horizonte, da nova rodoviária e da Via 710, que ligará a Pedro II até a avenida dos Andradas.
A audiência pública é a primeira etapa para que os empreendimentos recebam as licenças de instalação e operação. Procuradas pela reportagem, Leroy Merlin e Wal-Mart preferiram não adiantar os planos para a construção do centro comercial.
Projetos. A apresentação do projeto será feita pela ETO Construtora, mesma empresa responsável pelas obras de construção da unidade da Leroy no Belvedere, zona Sul da capital mineira. Lá, a rede de materiais de construção teve que assumir uma série de contrapartidas para minimizar os impactos na região.
Na Nordeste, o centro de compras deve ocupar uma área de 73 mil metros quadrados, com duas grandes lojas e uma torre comercial com mais de dez andares. O investimento estimado é de até R$ 100 milhões. O projeto de construção da Via 710 já passou pela audiência pública e aguarda a licença prévia para o início dos estudos. “Será um semianel, que começa pela avenida Andradas (na altura do bairro Esplanada), passa pela Cristiano Machado, Bernardo Vasconcelos, Antônio Carlos, Américo Vespúcio até a Catalão”, disse. A prefeitura trabalha na obtenção de recursos que podem chegar a R$ 80 milhões.
Já a nova rodoviária, estimada em R$ 100 milhões, está em fase de projeto arquitetônico, que deve ser concluído em 60 dias. Ela será construída próximo à estação São Gabriel, em parceria com o setor privado.
“Esses novos empreendimentos significam um ganho para região, porque um complementa o outro”, avalia a gerente de marketing, Lucy Jardim.
Ela lembra que o centro de compras, que em 2011 completa 20 anos, foi um dos precursores. “Quando chegamos, a região não tinha nada”, completa.
A construção da Linha Verde, que liga o centro ao aeroporto de Confins, é um dos pontos que impulsionaram os negócios. Após a conclusão das obras, o shopping registrou um aumento de 5% no fluxo de clientes. (ZM)
Outra obra que deve mexer com a região Nordeste é o projeto de modernização da linha férrea entre Belo Horizonte e Sabará, de responsabilidade da ferrovia FCA, subsidiária da mineradora Vale. Orçado em cerca de R$ 138 milhões, o projeto encontra-se em fase de licenciamento pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), segundo a assessoria da ferrovia.
Um dos principais investimentos em infraestrutura ferroviária de Minas Gerais, a obra, segundo a FCA, deve beneficiar 250 mil pessoas em dez bairros. A “transposição” da ferrovia é uma promessa antiga, que agora promete sair do papel. Um dos gargalos é no bairro São Geraldo, onde a linha atravessa. A regional Nordeste prevê o início das obras para julho. A ferrovia, no entanto, ainda não fixou data.
O processo de implantação, que inclui a contratação das empreiteiras e a realização do programa de aquisição de áreas e indenização de benfeitorias, terá início após a liberação das licenças ambientais e da emissão dos alvarás de obra pelas prefeituras municipais de Belo Horizonte e Sabará. O projeto de engenharia, bem como os recursos necessários à execução das obras serão de responsabilidade da Vale. A previsão é que, depois de iniciadas, as obras durem aproximadamente 30 meses.
Nos períodos de pico da produção, o trecho de 8,3 km é utilizado por 28 composições, diariamente, carregadas com soja, minério, ferro-gusa e produtos siderúrgicos. (ZM)
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