No segmento da locação comercial, os reajustes praticados no mercado de Belo Horizonte têm sido ainda mais elevados, na comparação com o aluguel residencial. De acordo com o levantamento mensal da Fundação Ipead, nos seis primeiros meses deste ano, a alta acumulada no valor do aluguel comercial é de 8, 85%, frente a uma inflação de 3,5% apurada na capital pelo IPCA-Ipead. Nos 12 meses completados em junho, os reajustes ficaram, na média, em 19,52%, enquanto o IPCA-Ipead ficou em 5,3%.
De acordo com o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula, mais uma vez a vilã da história é a baixíssima oferta de unidades comerciais. Embora a pesquisa mostre um crescimento no número de imóveis comerciais disponíveis para locação nos seis primeiros meses do ano de 9,83%, e de 9,07% nos 12 meses completados em junho, a oferta é ainda muito deficiente para atender a demanda, que cresce rapidamente em função do bom desempenho da economia local.
“A escassez da oferta de imóveis comerciais é mais aguda do que a do segmento residencial. Nos últimos oito anos, tivemos um volume inexpressivo de lançamentos de empreendimentos comerciais na cidade. O cenário até melhorou de dois anos para cá. Já temos vários lançamentos, a produção das unidades está em curso, mas ainda vai demorar um pouco para que parte delas seja disponibilizada para locação, trazendo mais equilíbrio ao mercado”, admite.
Denise Menezes – Estado de Minas
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