Venda de imóveis cai 41,44% em BHNegócios com unidades de R$ 100 mil a R$ 250 mil teriam caído mais devido a atraso na transição do Minha casa, minha vida
Zulmira Furbino – Estado de Minas
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A venda de imóveis em Belo Horizonte caiu 41,44% entre janeiro e outubro, em comparação com igual período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Construção e Comercialização, feita pela Fundação Ipead. No mesmo período, o total de unidades lançadas na capital mineira também sofreu retração de 41,47%. Seguindo o mesmo caminho, a velocidade de vendas dos imóveis caiu 8,32% e a oferta, 17,28%. Isso significa que nos 10 primeiros meses deste ano foram comercializadas 2.983 unidades, contra 5.094 nos mesmos meses do ano anterior. A queda foi puxada pela acentuada retração na vendas de imóveis com valor entre R$ 100 mil e R$ 250 mil. Segundo o Ipead, a comercialização de imóveis dessa faixa de valor caiu 74,2% entre janeiro e outubro de 2011 em comparação com igual período de 2010. Foram 2.508 unidades nos 10 primeiros meses do ano passado contra 647 no mesmo intervalo deste ano.
De acordo com André Campos, vice-presidente do Sinduscon, a primeira etapa do Minha casa, minha vida vendeu 1 milhão de unidades. A meta para a segunda etapa é atingir os 2 milhões de unidades. As principais mudanças entre um programa e outro foram a ampliação de 37 metros quadrados para 39 metros quadrados para os imóveis enquadrados na faixa 1 (zero a três mínimos), o desenho universal, que prevê adaptações futuras para acessibilidade, e a ampliação do percentual a ser aplicado para o chamado trabalho social, projeto que ensina os moradores a viverem em condomínios. “O lançamento só aconteceu em junho de 2011. Depois disso, foi preciso esclarecer dúvidas sobre a contratação. Por isso, só em outubro os contratos começaram a ser fechados”, justifica Campos.
“Essa retração não é um reflexo da desaceleração econômica, e nem de uma mudança drástica na economia. Continuamos otimistas. Isso aconteceu por causa da adaptação no programa Minha casa minha vida. Esse atraso foi ruim para o setor”, explica Campos. De acordo com ele, a meta para 2011 no Brasil, para a faixa entre zero e três mínimos, era contratar 75 mil unidades, mas apenas 42.855 unidades foram contratadas. Segundo a Caixa Econômica Federal, foram contratadas em todo o país 370.138 unidades do programa, mas apenas 11,58% deste total são destinadas à faixa 1, que passou a ser o principal desafio da nova etapa de contratação. Ainda este ano, espera-se que 35 mil unidades do programa sejam contratadas no país, sendo 1.500 em Minas Gerais.
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