Belo Horizonte em Alta: Mercado Imobiliário Movimenta R$ 3 Bilhões em Dois Meses

Mesmo diante de obstáculos como os juros elevados, o setor imobiliário de Belo Horizonte segue firme. Entre junho e julho de 2025, foram transacionados R$ 3,06 bilhões em imóveis na capital mineira, com o valor médio das unidades residenciais chegando a R$ 613.344 — um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esses dados foram levantados pela Câmara do Mercado Imobiliário e pelo Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), com base nas declarações de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) registradas na prefeitura.

📊 Panorama das vendas

Durante o bimestre, foram realizadas 4.187 negociações, uma leve queda de 0,83% comparada ao mesmo intervalo de 2024. Os apartamentos continuam sendo os protagonistas, representando 72% das transações. O preço médio dessas unidades subiu 14% em relação ao ano anterior.

Segundo Leonardo Matos, diretor de Pesquisa da CMI/Secovi-MG, a taxa de juros — atualmente em 15% ao ano — continua sendo um dos principais entraves. “Ela encarece tanto o crédito para o comprador quanto o financiamento das obras”, explica.

🏘️ Bairros em destaque

O Buritis, na região Oeste, liderou em número de vendas e valorização. O preço médio dos imóveis no bairro subiu 6,9%, alcançando R$ 687.133. Leonardo Matos, diretor de Pesquisa da CMI/Secovi-MG, atribui esse desempenho à infraestrutura robusta, localização estratégica e variedade de serviços e comércio.
Na região da Pampulha, os bairros Santa Amélia, Castelo, Ouro Preto e Jaraguá também se destacaram. Embora tenham registrado uma leve queda no volume de vendas, o valor médio dos imóveis nesses locais cresceu 5,43%. O Jaraguá, em especial, tem atraído compradores pela tranquilidade, boas escolas e proximidade com áreas verdes como o Parque Lagoa do Nado.

💼 Regiões de alto padrão

No quesito movimentação financeira, o Belvedere se destacou, seguido por Lourdes, Funcionários, Sion e Santo Agostinho — todos na região Centro-Sul. A preferência por imóveis modernos e compactos tem impulsionado esses bairros, tendência que deve se intensificar nos próximos anos.

Cássia Ximenes, presidente da CMI/Secovi-MG, observa que os bairros com imóveis de valor médio concentram o maior volume de vendas, enquanto os de alto padrão concentram os maiores valores financeiros. “Isso mostra a diversidade e maturidade do mercado imobiliário da capital”, afirma.

🔮 Expectativas para o futuro

A projeção para os próximos meses é otimista. A análise da entidade indica que Belo Horizonte oferece oportunidades tanto para quem busca imóveis de médio padrão quanto para quem investe em propriedades de alto valor agregado.


Descubra mais sobre COMPRE NA PLANTA

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Deixe uma resposta