
Na comemoração dos 128 anos da capital mineira, uma curiosidade chama atenção: o contraste entre o maior e o menor bairro de Belo Horizonte, ambos localizados na Região Norte.
O Bacurau, com apenas 0,004 km², ocupa um único quarteirão e reúne cerca de 64 moradores. É um pedaço quase invisível no mapa, onde todos se conhecem pelo nome. O bairro tem apenas quatro ruas, todas batizadas com nomes de aves: Rua dos Bacuraus, Rua dos Curiangos, Rua dos Periquitos e Beco dos Tucanos. O comércio é mínimo: existe apenas um bar, que funciona como ponto de encontro da comunidade.
O nome Bacurau vem de uma ave noturna de voo baixo e silencioso, conhecida por se camuflar durante o dia e enxergar bem no escuro. Além de inspirar o título de um premiado filme brasileiro, a ave empresta sua identidade ao bairro.
O maior bairro: Granja Werneck
Na mesma região, está o oposto em escala: o Granja Werneck, que se estende por 9,210 km² e abriga quase 7 mil habitantes. Em termos de tamanho, ele é 2,3 mil vezes maior que o Bacurau.
Um retrato dos extremos
Esses dois bairros simbolizam os contrastes de Belo Horizonte: de um lado, a simplicidade e a vida comunitária de um espaço minúsculo; de outro, a vastidão de uma área que concentra milhares de pessoas. Juntos, eles mostram como a cidade, ao longo de seus 128 anos, cresceu de forma diversa e multifacetada, guardando histórias únicas em cada pedaço de seu território.
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